Antes de tudo eu gostaria de dizer que sou super a favor de satisfação pessoal, afinal todos queremos, de vez em quando, um pente e rala (como diriam alguns de meus amigos haha) por simples capricho ou porquê alguém te atraiu mas foi apenas algo carnal.
Isso é absolutamente normal! Nós não somos seres monogâmicos e isso é mais do que óbvio. Nossos instintos falam mais alto às vezes e não tem nada de mau em satisfazê-los. Agora.. só não dá para perder a noção. Vou-lhes contar uma história:
Certa vez estava voltando pra casa quando me deparo com um linda surpresa: Um sanfonista tocando numa cafeteria na esquina da minha casa!
Acho sanfona um instrumento absolutamente lindo, é super completo e você tem que ter boa coordenação motora (úh!) para manejá-la. Ou seja, um ótimo instrumento.
Eis que comecei a parar toda sexta-feira para ouvir o tal sanfonista fazer sua arte. Parava, escutava uma ou duas músicas e ia para casa. Até aí tudo bem.
Certa vez, no entando, eu parei para ouvir as músicas, subi e me liguei que tinha que comprar algumas coisas no supermercado. Vesti uma roupa e desci. E quem encontro sentado na esquina? O sanfonista!
Na hora que o avistei eu estava no telefone com a amada escritora do blog, desliguei toda animada e fui logo bancando a íntima, dei dois beijinhos e tudo (fiquei nervosa! Ele era profissional e eu tenho problemas cardíacos com músicos) e perguntei seu nome - que obviamente não convêm citá-lo aqui -, ele me disse super simpático e perguntou o meu. Perfeito.
Eu disse que estava com pressa e que o via na outra semana. E assim se seguiu.
Uma semana depois eu esperei ele terminar de tocar e levei-o até o metrô. Conversamos um pouquinho, eu descobri que ele morava no bairro ao lado, fazia faculdade de arquitetura e, enfim, um cara inteligente, simpático e músico! O que eu podia querer mais? haha
Ao se despedir de mim ele perguntou se eu não queria fazer alguma coisa na semana seguinte e eu topei. Ah! Ele perguntou meu nome de novo porque disse que não lembrava, eu entendi, afinal não era tão fácil assim lembrar do nome das pessoas, eu sempre tive esse tipo de dificuldade. Beleza, mais sete dias se passaram.
Na semana seguinte eu estava em pé ouvindo ele tocar. Chegou na esquina um moçoilo lindo, com uma guitarra nas costas, e parou pra ouvir também. Pensei, "Não, menina, você já tem foco, se controla" e ignorei. Depois de um tempo o menino da guitarra sentou num canteiro e minutos depois eu me juntei a ele.
Ele começou a enrolar um tabaco e o fez com tanta sagacidade que eu tive que elogiar. Ele me deu um sorriso e disse que eram "os anos de experiência" hahahah.
Um pouco depois o sanfonista terminou de tocar, veio falar comigo e falou que a mãe dele estava sentada na mesa, que era para eu me sentar também. Logo depois disso ele virou pra mim e perguntou (de novo): "Qual o seu nome mesmo? Eu sempre esqueço". Respondi impaciente pela terceira vez e já estava me martirizando por ter aceitado sair e, ainda por cima, ter deixado o guitarrista sentadinho no canteiro!
Dito e feito sentei-me na mesa com a mãe dele e uma amiga dela. Batemos um papo e logo de início eu percebi que ele era meio impaciente com ela. Tudo bem, relevei. Terminamos de conversar e fomos prum barzinho perto da praia. Conversa vai, conversa vem, entramos no papo de monogamia/poligamia e ele me solta a seguinte frase: "Putz! Eu também não concordo com essa parada de monogamia. Por exemplo, eu tenho namorada e tô aqui conversando com você".
Eu disse: "Isso não quer dizer nada, ué".
Ele: "Ainda não".
Ok! Não tenho problemas com sinceridades, gosto delas. Acho que você tem que deixar claro quando quer alguma coisa, bacana.
Enfim, acabamos saindo do bar e indo para a praia onde eu - que já não estava nos mais sóbrios momentos - ainda por cima fui assaltada. Depois disso ele nem chegou a me levar na porta de casa, o ônibus dele tava passando na rua e ele disse "Você se incomoda se eu pegar esse ônibus ai?". Eu disse "Não, vai lá" e ele correu pra pegá-lo.
Cheguei em casa e a primeira coisa que pensei foi: aposto que ele nem sabia meu nome.
Conclusão? Nunca deixe um guitarrista que aperta tabacos incrivelmente bem sentado num canteiro qualquer, por favor!
Haha, ok, voltando ao foco: é total e completamente normal que você se atraia só fisicamente por uma pessoa ou vice-versa. E, sabe, aproveite esses momentos. Mas cuidado com quem você está se metendo e aonde está se metendo. Eu particularmente gosto de pegar as pessoas para conhecê-las melhor, nem que seja pra pegar uma só vez e depois sair algumas vezes pra bater um papo, ou encontrar em uma festa, show, praia, enfim. Você pode deixar claro que só quer comer a pessoa em questão, mas pelo menos finja algum interesse, né. Se você não se lembra do nome da garota ou garoto, não pergunte novamente (ainda mais quando você souber que vai pegá-lo(a)). Faça no mínimo a pessoa se sentir confortável e, principalmente, mostre que você consegue aguentar com as consequências de seus atos.
Ah! E vocês já devem ter escutado a seguinte frase "Observe como um homem trata a mãe que será assim que ele a tratará". Eu fiquei com uma péssima impressão do sanfonista por ele ter sido grosso com a mãe, parecia um adolescente de quinze anos tentando mostrar que é rebelde e que a mãe não mandava nele.
E, afinal, se eu ainda o vejo? Faço o caminho mais comprido todas as sextas-feiras, mas nunca mais passei por aquela esquina (nem pra me certificar se o guitarrista tinha voltado!)
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