Uma frase. Três palavras. Uma desilusão instantânea.
Frases como esta deveriam ser censuradas. É como comprar um pedaço de torta de chocolate daquela doceria deliciosa super longe da sua casa, deixar na geladeira para comer mais tarde, voltar para casa com água na boca e louco por aquela sobremesa e... alguém ter comido.
Você pensou na tortinha o dia inteiro, ficou morrendo de vontade de comê-la e, na hora H, veio um barbeiro e a comeu!
Isso acontece com pessoas compromissadas.
Não importa se é um cara ou uma menina. Você provavelmente não vai querer nada sério com o dito cujo, mas a pessoa é tão delicinha, é tão charmosa, é tão sensual que não tem como não desejá-la. E antes mesmo de começar a investir vem alguém e comenta no seu ouvido: "Ai, fulaninha é linda né. Que sorte o namorado dela tem!".
O QUE?
A ilusão do motel no final da noite, dos quinze filhinhos, da casa no interior do Colorado... vai tudo pelo ralo. Você de repente vira crente e fala com Deus: "Por que, meu senhor, você faz isso comigo?".
Há duas opções quando seu coração se parte nessa situação:
1. Desencanar
Beleza, a pessoa tá namorando. Foda-se se ela é linda, inteligente, agradável e tem um físico delicioso, tá namorando, perdi. Você pode simplesmente se conformar e partir para outro, tentando ficar o mais afastado possível da pessoa pra num ataque de loucura você não agarrá-la ferozmente.
2. Colher amanhã a semente de hoje
Namoros não duram para sempre, todo mundo sabe disso. Podem durar quinhentos mil anos, mas não para sempre. Para isso o melhor a se fazer é cuidar da sua sementinha aos poucos: ser agradável, ressaltar suas qualidades e dar uma pisadinha de leve (tem algo mais enlouquecedor do que ser pisado?). Uma hora ou outra você vai ter oportunidade de ver a pessoa em questão solteirinha da silva e nessa hora é só correr para o abraço.
Infelizmente (ou felizmente) ainda tem a terceira opção que é a traição, a qual eu não vou abordar nesse post porque tenho uma opinião muitíssimo polêmica em relação a isso, mas aqui vai a dicar geral e mais importante de todas: se você é bonito, inteligente, tem bom gosto, é agradável e simpático, por favor, não namore! Eu e o resto dos solteiros agradecemos.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
Afinal, o que querem as mulheres?
Esses dias navegando pelo Fêmeas pra Carilha, achei uns teasers bacanas pra chuchu de uma mini-série que lançou em novembro ou outubro na globo. Eu não sei se ainda está passando, mas tem todos os episódios no youtube! Achei extraordinário e adorei! Vejam também:
domingo, 17 de outubro de 2010
Ronaldo e a incoerência
Já estava de olho no cara que eu vou falar nesse post fazia um tempo, mas como tive algumas distrações, ele estava jogado pra escanteio.
1. Se é pra dar em cima de outras por aí, não namore;
2. Se não é pra pegar, não dá em cima;
3. Se quer disfarçar, finge que não lembra, caralho! Eu entenderia perfeitamente o recado se ele fingisse que nunca tinha me visto mais gorda.
Era fim de noite já e eu e parceira dessa blog estávamos jogadas nas cadeiras da boate (nas últimas mesmo) observando os poucos sobreviventes que ainda dançavam. Eis que uma menina (e QUE energia tinha essa mulher, ela continuava a se sacudir inteira dançando na maior animação) estendeu sua mão e nos chamou para se juntar a ela. Fez o pedido na maior simpatia e eu não pude negar, fiz um esforço pra me levantar.
E quando me levanto, que surpresinha mais linda! O raparigo do primeiro parágrafo estava na mesma rodinha que a menina que nos convidou para dançar. Reparei que ele estava me olhando e soltei um sorrisinho. Porém, apesar das olhadas, ele não se mobilizou mais e eu já estava ficando murchinha quando Lucy resolveu tomar uma atitude.
O tal homem, que chamarei de Ronaldo nessa post, tem uma banda conhecidinha no meu meio, digamos assim. Lucy já comentou que tem problemas cardíacos com músicos, não? Então, somos duas. Mas enfim, ela foi parabenizá-lo pelo bom som e eu aproveitei o pretexto para falar com ele.
- Ah, você é da banda x? A Lucy me mostrou uma vez, vocês são bons!
Ele se aproximou e usou o som alto para falar comigo mais perto que o necessário. Fez o modesto por um tempinho, me deu uns sorrisinhos e ficou tudo certo. Ri pra Lucy e dei as costas pra ele.
Ok, pausa. Era só, certo? Nesse momento ele poderia muito bem ter continuado feliz na rodinha dele. Mas nããao, ele é homem e tinha que ser palhaço. Veio dançar atrás de mim. Aliás, não satisfeito, tirou o cachecol – ou sabe-se lá o que era aquele pano – do pescoço, passou em torno de mim e da Lucy e colou na gente. Fez seu showzinho, apareceu e no final segurou no braço, veio no meu ouvido para finalizar:
- As amigas da minha namorada estão aqui.
Fiz ele repetir três vezes até ter certeza. Ele até repetiu a quarta pela minha falta de reação.
- E?
- Queria dançar mais com você.
- Dança, ué.
Vocês acham que ele dançou? Não, aí sim ele voltou pra rodinha dele. Mas não deram duas músicas e ele foi embora. Já era fim de noite mesmo e Lucy e eu resolvemos fazer uma visita ao segundo andar do lugar para se despedir de umas amigas e seguirmos nosso rumo. Eis que ele estava na fila livre, leve e solto, sorrindo e acenando. Resolvi me despedir dele também.
- Tchau tchau então.
Ele deu dois beijinhos na Lucy e veio cheio de gracinha pra cima de mim, me segurando cheio de pegada e me beijando na trave.
- Qual é o seu nome?
- Ronaldo. Você?
- Eu sou a Thais, prazer. A gente se vê por aí.
- Boa dança, boa dança. A gente se vê sim.
Me deu um sorrisinho cheio de segundas intenções e fez que sim com a cabeça. Subi as escadas sorrindo com mais segundas intenções ainda pra Lucy.
No dia seguinte lembrei dele e pensei “Putz, vou adicionar!, fui e fiz. Enfim, os dias passaram e eu já tinha até esquecido da história quando Lucy apareceu aqui em casa ontem.
Começamos a partilhar as fofocas e ela me diz que encontrou o Ronaldo com a namorada em outra boate. Falou que ignorou enquanto deu, mas acabaram de esbarrando. Ele foi o quão simpático podia com a patroa por perto e ficou tudo muito bem. Mas isso me lembrou que o tinha adicionado, fui e conferir e guess what!, ele não me aceitou.
Se ainda tivesse a desculpa do álcool para dizer que não se recordava, mas não, ele deixou bem claro pra Lucy que não tinha esquecido a nossa cara.
Agora me digam, isso faz algum sentido?! Juro que não entendo!1. Se é pra dar em cima de outras por aí, não namore;
2. Se não é pra pegar, não dá em cima;
3. Se quer disfarçar, finge que não lembra, caralho! Eu entenderia perfeitamente o recado se ele fingisse que nunca tinha me visto mais gorda.
Não acho realmente que seja pedir muito querer que sejam coerentes.
domingo, 10 de outubro de 2010
Auto-Repressão
Se relacionamentos já são difíceis, imagine se você ainda por cima tem um cérebro masculino. Imaginou? Bem, esse é o meu problema, basicamente.
Ontem, numa de minhas filosofias de boteco, cheguei a conclusão de que às vezes não adianta ter queimado sutiãs. Eu acredito firmemente na igualdade entre os sexos, mas parece que o resto do mundo não pensa como eu.
Ok, deixe-me explicar:
Toda vez que eu conheço alguém, eu costumo deixar muito claro se eu gosto ou não da pessoa em questão. Acho isso importante porque eu gosto quando as pessoas explicitam que sou um incômodo ou não, e dependendo das ações delas eu me afasto ou me aproximo. Simples e direto!
Só que em relacionamentos parece impossível transparecer o que você está sentindo! Teoricamente era pra ser simples: você dá uma olhadinha pro cara, ele sorri pra você, você sorri de volta, vocês se aproximam, começam a conversar, dão uns amassos e, se tiver sido bom, pede o telefone. Mas quando ligar? Ligue quando estiver com vontade de vê-lo(a), ora bolas!
Maaaaas nem tudo na vida é perfeito e relacionamentos definitivamente não são.
Você fica a festa toda olhando a porra do moleque até que ele repara na sua presença. Você pensa "beleza! Já são quase duas da manhã e ele finalmente me notou, mas foda-se, vamos lá". Depois de algumas investidas sem sucesso algum, você descobre que algum amigo seu conhece ele, dá uma esbarradinha "sem querer" ou pede o santo salvador da pátria: fogo!
- Oi, você tem fogo?
Ah, menina! Você podia ter feito isso desde o início da noite, mas tudo bem. Você solta aquele comentário relacionado ao quanto você é desastrada e perde isqueiros, ou como os seus amigos roubam seus fósforos, ou simplesmente elogia o cigarrinho do boy. Se ele foi com a sua cara, vai puxar um papo.
E vai ser aquele papo bizaaaaarro. Você vai fingir que ele não tá olhando pros seus peitos ou pra sua boca no estilo "tô olhando pra boca porque o que eu quero não dá pra ficar encarando" e vai continuar conversando como se nada estivesse acontecendo até que ele vai soltar aquele comentário seguido de um silêncio e... parabéns!, você pegou o boy!
Vai mão ali, vai mão aqui, você já não tá nem aí. Pra você tanto faz, só que chega uma hora que o clima começa a pesar. Tira a mão, tudo ok.
A mão sempre volta.
Sempre, não importa. Uma vez não parece o suficiente pra dizer "chega, não quero, área restrita". Não sei se os homens acham que nós estamos de cu doce tipo "aaai, vou fazer jogo duro". Confesso que não sei outras meninas, mas pelo menos dentro do meu círculo de amizades nunca tem essa parada de "vou fazer a difícil e ele vai me desejar muito mais". Na verdade com as pessoas que eu ando homens que costumam ser os objetos sexuais, do tipo "dai eu pensei: porra!, já são três e meia e você só foi passar a mão aí AGORA?".
Tá, tá. Vocês estão em um lugar público, você não tá a fim de sair dali (mas obviamente ele vai te chamar pra sair dali) e o que vai lhes restar é simplesmente a conversa.
Ele vai ser ultra simpático, ou bêbado simpático, e você vai simplesmente adorar conversar com ele. Vocês vão começar a falar de música, cinema, literatura, faculdade e... quando você vê já são cinco da manhã.
Ok, cinco da manhã, tá tudo vazio já. Você decide que é hora de ir embora e... não pede o telefone dele.
POR QUE NÃO PEDIR A PORRA DO TELEFONE?
Veja bem, se você gostou de conversar com ele, da aparência dele, da pegada dele... por que não pedir o telefone? É algo que simplesmente não entra na minha cabeça. "Ah, jogo duro, tenho que manter a pose". Tudo bem, se for assim eu já desci do salto há muito tempo e meu pé tá preto.
Ele vai enrolar, enrolar, enrolar e falar "me adiciona no facebook". Você pensa: "caralho, facebook?! Eu nem tenho facebook! Pega meu telefone! Pega meu telefoneeeeee!" É que sempre rola aquela tensão da rede social do menino ser vergonha alheia, né. Destruir toda a imagem que você tem dele por causa de internet é foda.
Beleza, você chega em casa e dorme linda seu sono de beleza. Acorda no dia seguinda e lembra do boy! Já pro computador.
De primeira você já acha ele, e, felicidade mil!, o perfil dele não é tosco. Ufa.
Adiciona, manda um recado simpático, ele vai responder milênios depois também levemente simpático e tudo parece um jardim de rosas até que se passa, sei lá, uma semana.
E ele não te chamou pra sair.
E ele não pediu seu telefone.
E ele não aparece nos seus visitantes recentes ou seja lá que caralho for.
Você entra em desespero.
Ai as amigas tem que ouvir o blablabla geral de "ele não gosta de mim", "ele não quer nem me comer", "ele foi tão fofo", "ele deve ter arranjado alguém melhor" e por aí vai eternamente.
Só que é exatamente antes da lamentação que entra a minha testosterona.
Já fiz um post aqui mesmo no blog falando sobre namoros etc. Cheguei num estágio que tanto faz pegar ou deixar de pegar, mas tenho seríssimos problemas com gente interessante.
Não importa se é homem ou mulher, se a pessoa me disperta interesse não tem jeito, eu quero conhecer mais ela e entender seus pontos de vista. Simples e aceitável, não? Querer conhecer alguém melhor sem o menor teor sexual.
Errado.
Ninguém acha que não tem nenhum interesse sexual. E, tá, tudo bem, às vezes até tem. É normal. Por exemplo, eu acho o Chico Buarque um cara interessantíssimo e logicamente teria um bilhão de filhos com ele, mas isso não me impede de sentar numa mesa de bar e conversar com ele a noite toda sem nem pensar em agarrá-lo.
A lógica não é difícil, é simples. É gostar de estar com alguém, é querer conhecer essa pessoa melhor. Mas vamos voltar a testosterona: o que eu faço nessa situação? Ligo pro dito cujo.
Ah, ligo sim. Sou simpática pra caralho quando quero e nessas circunstâncias eu costumo ser super amigável. Não tenho muita intimidade com conversas cibernéticas, então se não tem uma data pra eu ver a pessoa, eu marco, ué. O máximo que posso receber é um não.
Ironicamente eu sempre recebi "sim" pros convites que propus, mas ao mesmo tempo nunca consegui nenhum tipo de relacionamento com meus convidados. Digo relacionamentos no geral mesmo, amorosos ou não.
Isso me deixa num eterno dilema: ter atitude e talvez passar por idiota ou ficar esperando um convite e se passar por menina independente?
Eu não acho que vou mudar tão cedo, também não acho que as pessoas irão se adaptar com a minha forma ativa de tratar meus relacionamentos. De repente, de alguma forma, algum dia eu ache alguém que diga sim pra um convite meu e não ache que está prestes a se envolver num relacionamento amoroso.
De repente.
Ontem, numa de minhas filosofias de boteco, cheguei a conclusão de que às vezes não adianta ter queimado sutiãs. Eu acredito firmemente na igualdade entre os sexos, mas parece que o resto do mundo não pensa como eu.
Ok, deixe-me explicar:
Toda vez que eu conheço alguém, eu costumo deixar muito claro se eu gosto ou não da pessoa em questão. Acho isso importante porque eu gosto quando as pessoas explicitam que sou um incômodo ou não, e dependendo das ações delas eu me afasto ou me aproximo. Simples e direto!
Só que em relacionamentos parece impossível transparecer o que você está sentindo! Teoricamente era pra ser simples: você dá uma olhadinha pro cara, ele sorri pra você, você sorri de volta, vocês se aproximam, começam a conversar, dão uns amassos e, se tiver sido bom, pede o telefone. Mas quando ligar? Ligue quando estiver com vontade de vê-lo(a), ora bolas!
Maaaaas nem tudo na vida é perfeito e relacionamentos definitivamente não são.
Você fica a festa toda olhando a porra do moleque até que ele repara na sua presença. Você pensa "beleza! Já são quase duas da manhã e ele finalmente me notou, mas foda-se, vamos lá". Depois de algumas investidas sem sucesso algum, você descobre que algum amigo seu conhece ele, dá uma esbarradinha "sem querer" ou pede o santo salvador da pátria: fogo!
- Oi, você tem fogo?
Ah, menina! Você podia ter feito isso desde o início da noite, mas tudo bem. Você solta aquele comentário relacionado ao quanto você é desastrada e perde isqueiros, ou como os seus amigos roubam seus fósforos, ou simplesmente elogia o cigarrinho do boy. Se ele foi com a sua cara, vai puxar um papo.
E vai ser aquele papo bizaaaaarro. Você vai fingir que ele não tá olhando pros seus peitos ou pra sua boca no estilo "tô olhando pra boca porque o que eu quero não dá pra ficar encarando" e vai continuar conversando como se nada estivesse acontecendo até que ele vai soltar aquele comentário seguido de um silêncio e... parabéns!, você pegou o boy!
Vai mão ali, vai mão aqui, você já não tá nem aí. Pra você tanto faz, só que chega uma hora que o clima começa a pesar. Tira a mão, tudo ok.
A mão sempre volta.
Sempre, não importa. Uma vez não parece o suficiente pra dizer "chega, não quero, área restrita". Não sei se os homens acham que nós estamos de cu doce tipo "aaai, vou fazer jogo duro". Confesso que não sei outras meninas, mas pelo menos dentro do meu círculo de amizades nunca tem essa parada de "vou fazer a difícil e ele vai me desejar muito mais". Na verdade com as pessoas que eu ando homens que costumam ser os objetos sexuais, do tipo "dai eu pensei: porra!, já são três e meia e você só foi passar a mão aí AGORA?".
Tá, tá. Vocês estão em um lugar público, você não tá a fim de sair dali (mas obviamente ele vai te chamar pra sair dali) e o que vai lhes restar é simplesmente a conversa.
Ele vai ser ultra simpático, ou bêbado simpático, e você vai simplesmente adorar conversar com ele. Vocês vão começar a falar de música, cinema, literatura, faculdade e... quando você vê já são cinco da manhã.
Ok, cinco da manhã, tá tudo vazio já. Você decide que é hora de ir embora e... não pede o telefone dele.
POR QUE NÃO PEDIR A PORRA DO TELEFONE?
Veja bem, se você gostou de conversar com ele, da aparência dele, da pegada dele... por que não pedir o telefone? É algo que simplesmente não entra na minha cabeça. "Ah, jogo duro, tenho que manter a pose". Tudo bem, se for assim eu já desci do salto há muito tempo e meu pé tá preto.
Ele vai enrolar, enrolar, enrolar e falar "me adiciona no facebook". Você pensa: "caralho, facebook?! Eu nem tenho facebook! Pega meu telefone! Pega meu telefoneeeeee!" É que sempre rola aquela tensão da rede social do menino ser vergonha alheia, né. Destruir toda a imagem que você tem dele por causa de internet é foda.
Beleza, você chega em casa e dorme linda seu sono de beleza. Acorda no dia seguinda e lembra do boy! Já pro computador.
De primeira você já acha ele, e, felicidade mil!, o perfil dele não é tosco. Ufa.
Adiciona, manda um recado simpático, ele vai responder milênios depois também levemente simpático e tudo parece um jardim de rosas até que se passa, sei lá, uma semana.
E ele não te chamou pra sair.
E ele não pediu seu telefone.
E ele não aparece nos seus visitantes recentes ou seja lá que caralho for.
Você entra em desespero.
Ai as amigas tem que ouvir o blablabla geral de "ele não gosta de mim", "ele não quer nem me comer", "ele foi tão fofo", "ele deve ter arranjado alguém melhor" e por aí vai eternamente.
Só que é exatamente antes da lamentação que entra a minha testosterona.
Já fiz um post aqui mesmo no blog falando sobre namoros etc. Cheguei num estágio que tanto faz pegar ou deixar de pegar, mas tenho seríssimos problemas com gente interessante.
Não importa se é homem ou mulher, se a pessoa me disperta interesse não tem jeito, eu quero conhecer mais ela e entender seus pontos de vista. Simples e aceitável, não? Querer conhecer alguém melhor sem o menor teor sexual.
Errado.
Ninguém acha que não tem nenhum interesse sexual. E, tá, tudo bem, às vezes até tem. É normal. Por exemplo, eu acho o Chico Buarque um cara interessantíssimo e logicamente teria um bilhão de filhos com ele, mas isso não me impede de sentar numa mesa de bar e conversar com ele a noite toda sem nem pensar em agarrá-lo.
A lógica não é difícil, é simples. É gostar de estar com alguém, é querer conhecer essa pessoa melhor. Mas vamos voltar a testosterona: o que eu faço nessa situação? Ligo pro dito cujo.
Ah, ligo sim. Sou simpática pra caralho quando quero e nessas circunstâncias eu costumo ser super amigável. Não tenho muita intimidade com conversas cibernéticas, então se não tem uma data pra eu ver a pessoa, eu marco, ué. O máximo que posso receber é um não.
Ironicamente eu sempre recebi "sim" pros convites que propus, mas ao mesmo tempo nunca consegui nenhum tipo de relacionamento com meus convidados. Digo relacionamentos no geral mesmo, amorosos ou não.
Isso me deixa num eterno dilema: ter atitude e talvez passar por idiota ou ficar esperando um convite e se passar por menina independente?
Eu não acho que vou mudar tão cedo, também não acho que as pessoas irão se adaptar com a minha forma ativa de tratar meus relacionamentos. De repente, de alguma forma, algum dia eu ache alguém que diga sim pra um convite meu e não ache que está prestes a se envolver num relacionamento amoroso.
De repente.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Tipos de abordagem e Selvageria
Resolvi separar duas histórinhas bizarras que me aconteceram para contar para vocês, mas sem moral. Com o desenrolar das duas, vocês verão que nem precisa. Enfim, tirem suas conclusões!
1. Tipos de abordagem
Parceira de blog e eu tinhamos saído em um domingo meio morto (eu tinha levado um "bolo" no dia) para tomar um café e, como estava querendo dar um garimpada em sebo famoso em botafogo, estávamos andando por uma das ruas principais do bairro.
No dia estava passando um clássico Fla-Flu e toda hora ouvíamos os berros de alegria e decepção dos torcedores. A movimentação acabou chamando nossa atenção e como a rua em que estávamos é cheia de barzinhos, resolvemos parar em um, pedir uma cerveja e apreciar os minutos finais do jogo (já passava da metade do 2º tempo).
Por motivos óbvios, todos os bares em que o jogo estava passando estavam lotados e tivemos que esperar uns minutinhos em pé enquanto o "garçom" improvisava duas cadeiras com um engradado para servir de mesa. Nesse meio tempo, um cara parou meio próximo demais da outra amada escritora desse blog e eu dei uma encarada nele.
Isso serviu de pretexto pro tal me cumprimentar com um "Oi, tudo bem?" e dois beijinhos. Achei estranho, mas como me bateu um leve dúvida se eu o conhecia (ainda que estivesse quase certa de que não), respondi. Lancei um olhada significativa para nossa querida Lucy e ela até soltou um "o que foi isso?!".
Logo depois do cumprimento, ele se afastou uns passos e permaneceu distante por uns instantes, até achei que não fosse voltar. HAHA, doce ilusão! Ele voltou. Segue o diálogo:
"Ei, o que você vai fazer agora?"
"Ãh.. ver o jogo?"
"Sim, eu sei! Mas o jogo já vai terminar, faltam quinze minutos.."
"???"
"Olha só, ontem eu ia assistir uma peça que eu estava muito animado pra ver, mas os ingressos estavam esgotados. Resolvi comprar dois para hoje, mas estou sem companhia! Você quer ir comigo?"
Nisso ele puxou dois ingressos do bolso e me mostrou. Era em um teatro em outro bairro, meio pequeno e a peça tinha um título meio suspeito. Fiquei soltando uns muxoxos enquanto ele me encarava, sem falar nada. Situações estranhas assim sempre me pegam desprevenida.
"Sua amiga pode ir conosco, nós tentamos conseguir um ingresso pra ela também! Sabe, você parece ser muito interessante, deve ser muito legal ir ao teatro com você."
A Lucy deu um sorrisinho e disse que não havia tempo, no que ele tentou argumentar e continuou nos olhando mais um pouco até que, vencido, disse: "Então, você não vai mesmo no teatro comigo né? Pena.."
"É, não."
Ele até se afastou nesse momento, mas acabou voltando depois, quando já estávamos instaladas, convidando um amigo para ir na tal peça com ele por telefone. Não prestei muita atenção, mas sei que ele continuou atrás de mim até o final do jogo, inclusive fazendo com que os amigos dele se levantassem quando ele queria falar com algum (pois é, ele estava com um grupo que estava sentado em uma mesa próxima).
Enfim, o grupo de amigos dele parecia ser bem razoável (eu e Lucy até lançamos umas olhadas para um deles) e ele mesmo nem era de todo mal, se tivesse puxado papo eu poderia até ter mantido uma conversa, mas não teve tato ou senso algum.
A segunda história vai ficara para amanhã, pois (infelizmente) a Lucy também participou dela e não poderíamos narrar separadas!
1. Tipos de abordagem
Parceira de blog e eu tinhamos saído em um domingo meio morto (eu tinha levado um "bolo" no dia) para tomar um café e, como estava querendo dar um garimpada em sebo famoso em botafogo, estávamos andando por uma das ruas principais do bairro.
No dia estava passando um clássico Fla-Flu e toda hora ouvíamos os berros de alegria e decepção dos torcedores. A movimentação acabou chamando nossa atenção e como a rua em que estávamos é cheia de barzinhos, resolvemos parar em um, pedir uma cerveja e apreciar os minutos finais do jogo (já passava da metade do 2º tempo).
Por motivos óbvios, todos os bares em que o jogo estava passando estavam lotados e tivemos que esperar uns minutinhos em pé enquanto o "garçom" improvisava duas cadeiras com um engradado para servir de mesa. Nesse meio tempo, um cara parou meio próximo demais da outra amada escritora desse blog e eu dei uma encarada nele.
Isso serviu de pretexto pro tal me cumprimentar com um "Oi, tudo bem?" e dois beijinhos. Achei estranho, mas como me bateu um leve dúvida se eu o conhecia (ainda que estivesse quase certa de que não), respondi. Lancei um olhada significativa para nossa querida Lucy e ela até soltou um "o que foi isso?!".
Logo depois do cumprimento, ele se afastou uns passos e permaneceu distante por uns instantes, até achei que não fosse voltar. HAHA, doce ilusão! Ele voltou. Segue o diálogo:
"Ei, o que você vai fazer agora?"
"Ãh.. ver o jogo?"
"Sim, eu sei! Mas o jogo já vai terminar, faltam quinze minutos.."
"???"
"Olha só, ontem eu ia assistir uma peça que eu estava muito animado pra ver, mas os ingressos estavam esgotados. Resolvi comprar dois para hoje, mas estou sem companhia! Você quer ir comigo?"
Nisso ele puxou dois ingressos do bolso e me mostrou. Era em um teatro em outro bairro, meio pequeno e a peça tinha um título meio suspeito. Fiquei soltando uns muxoxos enquanto ele me encarava, sem falar nada. Situações estranhas assim sempre me pegam desprevenida.
"Sua amiga pode ir conosco, nós tentamos conseguir um ingresso pra ela também! Sabe, você parece ser muito interessante, deve ser muito legal ir ao teatro com você."
A Lucy deu um sorrisinho e disse que não havia tempo, no que ele tentou argumentar e continuou nos olhando mais um pouco até que, vencido, disse: "Então, você não vai mesmo no teatro comigo né? Pena.."
"É, não."
Ele até se afastou nesse momento, mas acabou voltando depois, quando já estávamos instaladas, convidando um amigo para ir na tal peça com ele por telefone. Não prestei muita atenção, mas sei que ele continuou atrás de mim até o final do jogo, inclusive fazendo com que os amigos dele se levantassem quando ele queria falar com algum (pois é, ele estava com um grupo que estava sentado em uma mesa próxima).
Enfim, o grupo de amigos dele parecia ser bem razoável (eu e Lucy até lançamos umas olhadas para um deles) e ele mesmo nem era de todo mal, se tivesse puxado papo eu poderia até ter mantido uma conversa, mas não teve tato ou senso algum.
A segunda história vai ficara para amanhã, pois (infelizmente) a Lucy também participou dela e não poderíamos narrar separadas!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Equação do Amor
Só uma ilustração que achei faz algum tempo na internet que retrata toda a verdade dos relacionamentos (repare que se a "belezura" da mulher for zero, todo o resto se anula)! haha
Clique para ampliar
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Cheiro de insegurança
Não que a insegurança tenha um cheiro propiamente dito, mas é fato que - quase - toda mulher pode farejá-la. E, devo acrescentar, não está entre os odores mais agradáveis.
Obviamente existem as mulheres que acham muito bonitinho ver moçoilo todo sem jeito, com mais medo de falar com ela do que aluno da 4ª série com a diretora depois de ter explodido o pátio da escola. Mas correspondem a uma parcela ínfima da população feminina que irei ignorar nesse post.
Como já citei anteriormente nesse blog, normalmente, quando estamos buscando nossa metade da laranja, procuramos não só pela nossa idealização, mas por alguém que não seja muita areia pro nosso caminhãozinho (ainda que haja divergências entre os dois modelos haha).
Isso quer dizer que se você investe em si mesmo, seja passando duas horas diárias na academia, seja absorvendo conhecimento como uma esponja, não vai querer terminar sua noite com o mendigo Bob. Porém, a não ser você seja um(a) louco(a) desvairado(a), também não vai esperar encontrar nenhum Leonardo da Vinci no corpo do Gale Harold, com o charme do Johnny Depp, sensibilidade e talento do John Lennon e que te leve num papo digno de um orador como Hitler correndo atrás de você.
E, é claro, se topasse com a minha idealização acima, ficaria como uma tolinha sem ter o que dizer (e olha que o que não me falta é coisa a dizer! Não que todas prestem, é claro). Afinal, tenho espelho em casa e sei tão bem quanto Einstein sabia que E=mc² que não estou à altura.
Em outras vias, o que eu percebo quando vejo o cara inseguro, é que ele se vê inferior de alguma forma. E se ele própio, que tão bem se conhece, pensa isso de si mesmo, quem sou eu para discordar?
Porém, abordando a questão em um âmbito maior, ás vezes essa insegurança não cabe só a qualquer complexo de inferioridade da pessoa em questão, mas a uma infinidade de regras sociais que nos foram impostas muito antes de sabermos o que elas significam.
O problema é que aprendemos a funcionar com regras desde tão pequenos que podemos nos esquecer que elas são dispensáveis em certas situações. Especialmente se tratando de relações humanas, nas quais as consequências dos nossos atos são tão diversas e mutáveis que estabelecer um padrão beira o impossível.
E de tanto ouvir que se o cara te ligar depois das 22h é porque você é lanchinho, que mulher de balada não se namora, se for pra cama no primeiro encontro é vagabunda e se passar do quinto é beata, acabamos nos reprimindo, mesmo sem perceber.
Quantas meninas não recusaram um encontro a certa hora da noite mesmo que estivessem esperando a chamada do catiço por horas? Quantos homens não deixaram atrás aquela moça linda que conheceram na noite (que sua mãe e irmã diriam que não presta) e passaram outras tantas noites pensando nela? Quantos não deixaram de ligar pra menina que esperava a chamada pois estava tarde demais? E céus!, quantas mulheres loucas de tesão não negaram um homem no primeiro encontro?!
Agora pensem e me digam se esses conceitos tem tanto valor assim. Pois, pra mim, viver assim não faz sentido algum, ainda que seja infinitamente mais seguro.
Afinal, não estou negando de forma alguma que arriscar fazer o contrário das situações hipotéticas que citei seja por a cabeça a prêmio. Mas, se você quiser empreender uma busca por alguém legal e sair ileso, pode ser até que consiga, porém, espere sentado.
Obviamente existem as mulheres que acham muito bonitinho ver moçoilo todo sem jeito, com mais medo de falar com ela do que aluno da 4ª série com a diretora depois de ter explodido o pátio da escola. Mas correspondem a uma parcela ínfima da população feminina que irei ignorar nesse post.
Como já citei anteriormente nesse blog, normalmente, quando estamos buscando nossa metade da laranja, procuramos não só pela nossa idealização, mas por alguém que não seja muita areia pro nosso caminhãozinho (ainda que haja divergências entre os dois modelos haha).
Isso quer dizer que se você investe em si mesmo, seja passando duas horas diárias na academia, seja absorvendo conhecimento como uma esponja, não vai querer terminar sua noite com o mendigo Bob. Porém, a não ser você seja um(a) louco(a) desvairado(a), também não vai esperar encontrar nenhum Leonardo da Vinci no corpo do Gale Harold, com o charme do Johnny Depp, sensibilidade e talento do John Lennon e que te leve num papo digno de um orador como Hitler correndo atrás de você.
E, é claro, se topasse com a minha idealização acima, ficaria como uma tolinha sem ter o que dizer (e olha que o que não me falta é coisa a dizer! Não que todas prestem, é claro). Afinal, tenho espelho em casa e sei tão bem quanto Einstein sabia que E=mc² que não estou à altura.
Em outras vias, o que eu percebo quando vejo o cara inseguro, é que ele se vê inferior de alguma forma. E se ele própio, que tão bem se conhece, pensa isso de si mesmo, quem sou eu para discordar?
Porém, abordando a questão em um âmbito maior, ás vezes essa insegurança não cabe só a qualquer complexo de inferioridade da pessoa em questão, mas a uma infinidade de regras sociais que nos foram impostas muito antes de sabermos o que elas significam.
O problema é que aprendemos a funcionar com regras desde tão pequenos que podemos nos esquecer que elas são dispensáveis em certas situações. Especialmente se tratando de relações humanas, nas quais as consequências dos nossos atos são tão diversas e mutáveis que estabelecer um padrão beira o impossível.
E de tanto ouvir que se o cara te ligar depois das 22h é porque você é lanchinho, que mulher de balada não se namora, se for pra cama no primeiro encontro é vagabunda e se passar do quinto é beata, acabamos nos reprimindo, mesmo sem perceber.
Quantas meninas não recusaram um encontro a certa hora da noite mesmo que estivessem esperando a chamada do catiço por horas? Quantos homens não deixaram atrás aquela moça linda que conheceram na noite (que sua mãe e irmã diriam que não presta) e passaram outras tantas noites pensando nela? Quantos não deixaram de ligar pra menina que esperava a chamada pois estava tarde demais? E céus!, quantas mulheres loucas de tesão não negaram um homem no primeiro encontro?!
Agora pensem e me digam se esses conceitos tem tanto valor assim. Pois, pra mim, viver assim não faz sentido algum, ainda que seja infinitamente mais seguro.
Afinal, não estou negando de forma alguma que arriscar fazer o contrário das situações hipotéticas que citei seja por a cabeça a prêmio. Mas, se você quiser empreender uma busca por alguém legal e sair ileso, pode ser até que consiga, porém, espere sentado.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
O que as mulheres querem
Eu tava fuxicando uns posts antigos num blog meu, quando achei um infográfico bacana sobre "o que as mulheres querem". Não concordo com tuuudo, mas vou dar minha opinião sobre os dois pontos que discordo. Vamos lá:

1. Acho que inteligência conta mais ou tanto quanto bom humor. Então ao invés de um cara 57% bem humorado e 27% inteligente, prefiro ficar no fifty fifty.
2. Eu talvez seja suspeita pra falar, mas sou muito mais um homem bebendo cerveja a destilados! Beleza, uma cachaça vai, um whiskey... é bonito, mas ninguém bebe cachaça e whiskey sempre (e olha que eu sou uma amante da cachaça, mas simplesmente não dá). A parada é ficar na cevada e de vez em quando dar uns goles numas gim-tônicas e runs espertos!
Tirando isso, rapazes, vocês tem o mapa da mina.

1. Acho que inteligência conta mais ou tanto quanto bom humor. Então ao invés de um cara 57% bem humorado e 27% inteligente, prefiro ficar no fifty fifty.
2. Eu talvez seja suspeita pra falar, mas sou muito mais um homem bebendo cerveja a destilados! Beleza, uma cachaça vai, um whiskey... é bonito, mas ninguém bebe cachaça e whiskey sempre (e olha que eu sou uma amante da cachaça, mas simplesmente não dá). A parada é ficar na cevada e de vez em quando dar uns goles numas gim-tônicas e runs espertos!
Tirando isso, rapazes, vocês tem o mapa da mina.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Mulheres que não servem pra namorar
Faz algum tempo que eu venho notando uma certa dificuldade em namoros. Atualmente vários de meus amigos estão namorando, felizes e contentes com seus respectivos parceiros e às vezes me pergunto quando é que eu vou arranjar a minha metade da laranja.
Na realidade não é o tipo da coisa que eu corra atrás, não me preocupo de estar ou não namorando (claro que aos domingos chuvosos, com um filme do Godard alugado e champagne em casa você sente um pouco falta haha). Esses dias, no entanto, resolvi organizar na minha cabeça se existe, realmente, um perfil de namorada ou não.
Todo mundo namora, inclusive uma menina de rua que uma vez veio me pedir dinheiro em São Cristóvão e falou "Pô, meu namorado sempre fala isso!". Não importa se você gosta de Mr. Catra ou Johnny Cash, todo mundo namora.
Acontece que chegamos num momento em que o sexo frágil não é mais o feminino, e sim o masculino. Temos que concordar que nós, meninas, temos muito mais controle sob os homens. Com um simples decote, um cruzar de pernas ou até um "eu gosto de futebol" haha.
O contraponto é: insegurança. As mulheres chegaram num estágio de tamanho ativismo que eles se sentem acoados, às vezes. Como por exemplo certa vez que estava com uma amiga em uma festa, um moçoilo lindíssimo estava olhando pra ela a noite inteira mas só na hora que ela estava indo embora e que virou pra ele e disse "Eu tô indo embora, não vou ganhar nem um beijo de despedida?" é que as coisas começaram a fluir. Cantada de pedreiro, talvez haha, mas nem isso o pobre garoto conseguiu fazer.
A preferência para namoros, no entanto, são as meninas mais quietinhas, as que os caras sabem que não os vão trair. A que não põe um decote, que não dança e que não tem uma vida independente dele. É impressionante o quanto as pessoas tornam-se dependentes na maioria dos relacionamentos sérios, dando satisfações do que fazem ou deixam de fazer quando o outro não está por perto.
Meninas que normalmente são muito carentes, que precisam que joguem a auto-estima delas para cima e que fazem pose de virgem são preferência indubitável. Afinal, se o cara a trair ele vai ser facilmente perdoado (uma vez que ela precisa dele para suprir suas carências), vai achar ele o cara mais fofo do mundo por falar que ela é tão bonita e o rapaz, mesmo recebendo um sexo oral de anos de técnica, ainda vai jurar de pé junto que foi o primeiro dela. Muito satisfatório!
Mulheres que tem amigas, saem, bebem seus martinis e champagnes e saem muitas vezes só pra dançar (ao invés de ficar caçando homens) tendem a parecer mais perigosas. Claro que vão ser ótimas companhias para um motel naquela noite ou um barzinho na semana seguinte, de repente até consiga um lugar especial na geladeira, mas nunca vão passar disso. Porque são boas demais, são agradáveis demais e se são assim com um cara, serão com outros também, isso causa uma puta insegurança.
São pouquíssimos os relacionamentos que eu conheço em que cada um tem a sua vida particular e ambos só se gostam. Mas é isso, estar em um relacionamento com uma pessoa é simplesmente gostar muito dela, e gostar de tudo: das conversas, do sexo, das qualidades e dos defeitos. Criar essa dependência obsessiva tornou-se algo doentio e é visto como absolutamente normal, quando na verdade não é.
Se for pra ficar dependente de um homem, eu prefiro ficar encalhada pro resto da vida rachando o motel, me perdoem as namoradas!
Na realidade não é o tipo da coisa que eu corra atrás, não me preocupo de estar ou não namorando (claro que aos domingos chuvosos, com um filme do Godard alugado e champagne em casa você sente um pouco falta haha). Esses dias, no entanto, resolvi organizar na minha cabeça se existe, realmente, um perfil de namorada ou não.
Todo mundo namora, inclusive uma menina de rua que uma vez veio me pedir dinheiro em São Cristóvão e falou "Pô, meu namorado sempre fala isso!". Não importa se você gosta de Mr. Catra ou Johnny Cash, todo mundo namora.
Acontece que chegamos num momento em que o sexo frágil não é mais o feminino, e sim o masculino. Temos que concordar que nós, meninas, temos muito mais controle sob os homens. Com um simples decote, um cruzar de pernas ou até um "eu gosto de futebol" haha.
O contraponto é: insegurança. As mulheres chegaram num estágio de tamanho ativismo que eles se sentem acoados, às vezes. Como por exemplo certa vez que estava com uma amiga em uma festa, um moçoilo lindíssimo estava olhando pra ela a noite inteira mas só na hora que ela estava indo embora e que virou pra ele e disse "Eu tô indo embora, não vou ganhar nem um beijo de despedida?" é que as coisas começaram a fluir. Cantada de pedreiro, talvez haha, mas nem isso o pobre garoto conseguiu fazer.
A preferência para namoros, no entanto, são as meninas mais quietinhas, as que os caras sabem que não os vão trair. A que não põe um decote, que não dança e que não tem uma vida independente dele. É impressionante o quanto as pessoas tornam-se dependentes na maioria dos relacionamentos sérios, dando satisfações do que fazem ou deixam de fazer quando o outro não está por perto.
Meninas que normalmente são muito carentes, que precisam que joguem a auto-estima delas para cima e que fazem pose de virgem são preferência indubitável. Afinal, se o cara a trair ele vai ser facilmente perdoado (uma vez que ela precisa dele para suprir suas carências), vai achar ele o cara mais fofo do mundo por falar que ela é tão bonita e o rapaz, mesmo recebendo um sexo oral de anos de técnica, ainda vai jurar de pé junto que foi o primeiro dela. Muito satisfatório!
Mulheres que tem amigas, saem, bebem seus martinis e champagnes e saem muitas vezes só pra dançar (ao invés de ficar caçando homens) tendem a parecer mais perigosas. Claro que vão ser ótimas companhias para um motel naquela noite ou um barzinho na semana seguinte, de repente até consiga um lugar especial na geladeira, mas nunca vão passar disso. Porque são boas demais, são agradáveis demais e se são assim com um cara, serão com outros também, isso causa uma puta insegurança.
São pouquíssimos os relacionamentos que eu conheço em que cada um tem a sua vida particular e ambos só se gostam. Mas é isso, estar em um relacionamento com uma pessoa é simplesmente gostar muito dela, e gostar de tudo: das conversas, do sexo, das qualidades e dos defeitos. Criar essa dependência obsessiva tornou-se algo doentio e é visto como absolutamente normal, quando na verdade não é.
Se for pra ficar dependente de um homem, eu prefiro ficar encalhada pro resto da vida rachando o motel, me perdoem as namoradas!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Finja interesse
Antes de tudo eu gostaria de dizer que sou super a favor de satisfação pessoal, afinal todos queremos, de vez em quando, um pente e rala (como diriam alguns de meus amigos haha) por simples capricho ou porquê alguém te atraiu mas foi apenas algo carnal.
Isso é absolutamente normal! Nós não somos seres monogâmicos e isso é mais do que óbvio. Nossos instintos falam mais alto às vezes e não tem nada de mau em satisfazê-los. Agora.. só não dá para perder a noção. Vou-lhes contar uma história:
Certa vez estava voltando pra casa quando me deparo com um linda surpresa: Um sanfonista tocando numa cafeteria na esquina da minha casa!
Acho sanfona um instrumento absolutamente lindo, é super completo e você tem que ter boa coordenação motora (úh!) para manejá-la. Ou seja, um ótimo instrumento.
Eis que comecei a parar toda sexta-feira para ouvir o tal sanfonista fazer sua arte. Parava, escutava uma ou duas músicas e ia para casa. Até aí tudo bem.
Certa vez, no entando, eu parei para ouvir as músicas, subi e me liguei que tinha que comprar algumas coisas no supermercado. Vesti uma roupa e desci. E quem encontro sentado na esquina? O sanfonista!
Na hora que o avistei eu estava no telefone com a amada escritora do blog, desliguei toda animada e fui logo bancando a íntima, dei dois beijinhos e tudo (fiquei nervosa! Ele era profissional e eu tenho problemas cardíacos com músicos) e perguntei seu nome - que obviamente não convêm citá-lo aqui -, ele me disse super simpático e perguntou o meu. Perfeito.
Eu disse que estava com pressa e que o via na outra semana. E assim se seguiu.
Uma semana depois eu esperei ele terminar de tocar e levei-o até o metrô. Conversamos um pouquinho, eu descobri que ele morava no bairro ao lado, fazia faculdade de arquitetura e, enfim, um cara inteligente, simpático e músico! O que eu podia querer mais? haha
Ao se despedir de mim ele perguntou se eu não queria fazer alguma coisa na semana seguinte e eu topei. Ah! Ele perguntou meu nome de novo porque disse que não lembrava, eu entendi, afinal não era tão fácil assim lembrar do nome das pessoas, eu sempre tive esse tipo de dificuldade. Beleza, mais sete dias se passaram.
Na semana seguinte eu estava em pé ouvindo ele tocar. Chegou na esquina um moçoilo lindo, com uma guitarra nas costas, e parou pra ouvir também. Pensei, "Não, menina, você já tem foco, se controla" e ignorei. Depois de um tempo o menino da guitarra sentou num canteiro e minutos depois eu me juntei a ele.
Ele começou a enrolar um tabaco e o fez com tanta sagacidade que eu tive que elogiar. Ele me deu um sorriso e disse que eram "os anos de experiência" hahahah.
Um pouco depois o sanfonista terminou de tocar, veio falar comigo e falou que a mãe dele estava sentada na mesa, que era para eu me sentar também. Logo depois disso ele virou pra mim e perguntou (de novo): "Qual o seu nome mesmo? Eu sempre esqueço". Respondi impaciente pela terceira vez e já estava me martirizando por ter aceitado sair e, ainda por cima, ter deixado o guitarrista sentadinho no canteiro!
Dito e feito sentei-me na mesa com a mãe dele e uma amiga dela. Batemos um papo e logo de início eu percebi que ele era meio impaciente com ela. Tudo bem, relevei. Terminamos de conversar e fomos prum barzinho perto da praia. Conversa vai, conversa vem, entramos no papo de monogamia/poligamia e ele me solta a seguinte frase: "Putz! Eu também não concordo com essa parada de monogamia. Por exemplo, eu tenho namorada e tô aqui conversando com você".
Eu disse: "Isso não quer dizer nada, ué".
Ele: "Ainda não".
Ok! Não tenho problemas com sinceridades, gosto delas. Acho que você tem que deixar claro quando quer alguma coisa, bacana.
Enfim, acabamos saindo do bar e indo para a praia onde eu - que já não estava nos mais sóbrios momentos - ainda por cima fui assaltada. Depois disso ele nem chegou a me levar na porta de casa, o ônibus dele tava passando na rua e ele disse "Você se incomoda se eu pegar esse ônibus ai?". Eu disse "Não, vai lá" e ele correu pra pegá-lo.
Cheguei em casa e a primeira coisa que pensei foi: aposto que ele nem sabia meu nome.
Conclusão? Nunca deixe um guitarrista que aperta tabacos incrivelmente bem sentado num canteiro qualquer, por favor!
Haha, ok, voltando ao foco: é total e completamente normal que você se atraia só fisicamente por uma pessoa ou vice-versa. E, sabe, aproveite esses momentos. Mas cuidado com quem você está se metendo e aonde está se metendo. Eu particularmente gosto de pegar as pessoas para conhecê-las melhor, nem que seja pra pegar uma só vez e depois sair algumas vezes pra bater um papo, ou encontrar em uma festa, show, praia, enfim. Você pode deixar claro que só quer comer a pessoa em questão, mas pelo menos finja algum interesse, né. Se você não se lembra do nome da garota ou garoto, não pergunte novamente (ainda mais quando você souber que vai pegá-lo(a)). Faça no mínimo a pessoa se sentir confortável e, principalmente, mostre que você consegue aguentar com as consequências de seus atos.
Ah! E vocês já devem ter escutado a seguinte frase "Observe como um homem trata a mãe que será assim que ele a tratará". Eu fiquei com uma péssima impressão do sanfonista por ele ter sido grosso com a mãe, parecia um adolescente de quinze anos tentando mostrar que é rebelde e que a mãe não mandava nele.
E, afinal, se eu ainda o vejo? Faço o caminho mais comprido todas as sextas-feiras, mas nunca mais passei por aquela esquina (nem pra me certificar se o guitarrista tinha voltado!)
Isso é absolutamente normal! Nós não somos seres monogâmicos e isso é mais do que óbvio. Nossos instintos falam mais alto às vezes e não tem nada de mau em satisfazê-los. Agora.. só não dá para perder a noção. Vou-lhes contar uma história:
Certa vez estava voltando pra casa quando me deparo com um linda surpresa: Um sanfonista tocando numa cafeteria na esquina da minha casa!
Acho sanfona um instrumento absolutamente lindo, é super completo e você tem que ter boa coordenação motora (úh!) para manejá-la. Ou seja, um ótimo instrumento.
Eis que comecei a parar toda sexta-feira para ouvir o tal sanfonista fazer sua arte. Parava, escutava uma ou duas músicas e ia para casa. Até aí tudo bem.
Certa vez, no entando, eu parei para ouvir as músicas, subi e me liguei que tinha que comprar algumas coisas no supermercado. Vesti uma roupa e desci. E quem encontro sentado na esquina? O sanfonista!
Na hora que o avistei eu estava no telefone com a amada escritora do blog, desliguei toda animada e fui logo bancando a íntima, dei dois beijinhos e tudo (fiquei nervosa! Ele era profissional e eu tenho problemas cardíacos com músicos) e perguntei seu nome - que obviamente não convêm citá-lo aqui -, ele me disse super simpático e perguntou o meu. Perfeito.
Eu disse que estava com pressa e que o via na outra semana. E assim se seguiu.
Uma semana depois eu esperei ele terminar de tocar e levei-o até o metrô. Conversamos um pouquinho, eu descobri que ele morava no bairro ao lado, fazia faculdade de arquitetura e, enfim, um cara inteligente, simpático e músico! O que eu podia querer mais? haha
Ao se despedir de mim ele perguntou se eu não queria fazer alguma coisa na semana seguinte e eu topei. Ah! Ele perguntou meu nome de novo porque disse que não lembrava, eu entendi, afinal não era tão fácil assim lembrar do nome das pessoas, eu sempre tive esse tipo de dificuldade. Beleza, mais sete dias se passaram.
Na semana seguinte eu estava em pé ouvindo ele tocar. Chegou na esquina um moçoilo lindo, com uma guitarra nas costas, e parou pra ouvir também. Pensei, "Não, menina, você já tem foco, se controla" e ignorei. Depois de um tempo o menino da guitarra sentou num canteiro e minutos depois eu me juntei a ele.
Ele começou a enrolar um tabaco e o fez com tanta sagacidade que eu tive que elogiar. Ele me deu um sorriso e disse que eram "os anos de experiência" hahahah.
Um pouco depois o sanfonista terminou de tocar, veio falar comigo e falou que a mãe dele estava sentada na mesa, que era para eu me sentar também. Logo depois disso ele virou pra mim e perguntou (de novo): "Qual o seu nome mesmo? Eu sempre esqueço". Respondi impaciente pela terceira vez e já estava me martirizando por ter aceitado sair e, ainda por cima, ter deixado o guitarrista sentadinho no canteiro!
Dito e feito sentei-me na mesa com a mãe dele e uma amiga dela. Batemos um papo e logo de início eu percebi que ele era meio impaciente com ela. Tudo bem, relevei. Terminamos de conversar e fomos prum barzinho perto da praia. Conversa vai, conversa vem, entramos no papo de monogamia/poligamia e ele me solta a seguinte frase: "Putz! Eu também não concordo com essa parada de monogamia. Por exemplo, eu tenho namorada e tô aqui conversando com você".
Eu disse: "Isso não quer dizer nada, ué".
Ele: "Ainda não".
Ok! Não tenho problemas com sinceridades, gosto delas. Acho que você tem que deixar claro quando quer alguma coisa, bacana.
Enfim, acabamos saindo do bar e indo para a praia onde eu - que já não estava nos mais sóbrios momentos - ainda por cima fui assaltada. Depois disso ele nem chegou a me levar na porta de casa, o ônibus dele tava passando na rua e ele disse "Você se incomoda se eu pegar esse ônibus ai?". Eu disse "Não, vai lá" e ele correu pra pegá-lo.
Cheguei em casa e a primeira coisa que pensei foi: aposto que ele nem sabia meu nome.
Conclusão? Nunca deixe um guitarrista que aperta tabacos incrivelmente bem sentado num canteiro qualquer, por favor!
Haha, ok, voltando ao foco: é total e completamente normal que você se atraia só fisicamente por uma pessoa ou vice-versa. E, sabe, aproveite esses momentos. Mas cuidado com quem você está se metendo e aonde está se metendo. Eu particularmente gosto de pegar as pessoas para conhecê-las melhor, nem que seja pra pegar uma só vez e depois sair algumas vezes pra bater um papo, ou encontrar em uma festa, show, praia, enfim. Você pode deixar claro que só quer comer a pessoa em questão, mas pelo menos finja algum interesse, né. Se você não se lembra do nome da garota ou garoto, não pergunte novamente (ainda mais quando você souber que vai pegá-lo(a)). Faça no mínimo a pessoa se sentir confortável e, principalmente, mostre que você consegue aguentar com as consequências de seus atos.
Ah! E vocês já devem ter escutado a seguinte frase "Observe como um homem trata a mãe que será assim que ele a tratará". Eu fiquei com uma péssima impressão do sanfonista por ele ter sido grosso com a mãe, parecia um adolescente de quinze anos tentando mostrar que é rebelde e que a mãe não mandava nele.
E, afinal, se eu ainda o vejo? Faço o caminho mais comprido todas as sextas-feiras, mas nunca mais passei por aquela esquina (nem pra me certificar se o guitarrista tinha voltado!)
domingo, 8 de agosto de 2010
Sobre atum e pedidos de desculpa
Nem eu, nem minha parceira de blog (e piriguetagem) estávamos com ideias para inaugurar o blog. Eis que estava fazendo minha unha ainda a pouco e lembrei de um causo que me aconteceu uns tempos atrás. Nada muito profundo, mas me pareceu um bom começo.
Saía com esse cara já fazia um tempinho e estava apresentando uns sinais de esgotamento, o que ele não deixou passar desapercebido. Nessa noite em particular, era aniversário de um amigo dele, em um apartamento perto da minha casa. Típica festinha adolescente, com uns drinks meio suspeitos e cerveja não muito gelada, resolvi que não ia beber. O meu acompanhante pelo contrário, virou inúmeras doses de sabe-se-lá-o-diabo-o-que (desconfio que fosse vodka com tabasco, tsc) e pouco tempo depois já estava me dizendo uma meia dúzia de baboseiras.
Nada que tenha me incomodado muito, continuei sem beber e até socializei com uma ou outra amiga dele que eu já conhecia.
Enfim, havia uma mesinha com uns beliscos que ele visitava com certa frequência, entre um drink e outro. Lá pelas tantas e mais algumas visitas à mesa, ele me deu um beijo com um gosto inconfundível de.. atum.
Olha, eu juro que não sou fresca pra comer mas, se tem uma coisa que eu não suporto, são frutos do mar. De resto, só não como cebola crua. Ok, beleza, não tinha como o cara saber (ainda que eu ache que tenha faltado um pouco de senso), mas eu também não tinha tanto intimidade assim pra falar na cara dura que eu me sentia beijando um atum e comecei a me esquivar dele.
Acho que ele começou a ficar mais sóbrio nessa hora, deve ter se lembrado da meia dúzia de baboseiras que ele tinha me dito e ligou os fatos que não estavam relacionados.
Só sei que daí pra frente ele não parava de me perguntar o que estava acontecendo e me acusar (!!) de negar explicações a ele. Passada essa primeira fase, ele tentou se desculpar me dando inúmeros beijinhos e sendo excessivamente carinhoso. Depois de uns cinco minutos nesse lenga-lenga meu corpo inteiro já estava fedendo a atum (acho que ele fez uma nova visita a mesa) e o desespero tava subindo.
Aproveitei que alguns amigos dele estavam se mobilizando para ir embora e sugeri que fossemos junto. Ele ainda me enrolou mais um pouco, mas como uma amiga dele pretendia ir no mesmo táxi e começou a colocar pressão também, acabou cedendo.
No táxi ele estava totalmente convencido de que eu estava revoltada com ele e não parava de me alfinetar (isso porque a amiga dele estava sentada no banco dianteiro, acho que a pobre só não desistiu da carona porque não chegaria em casa de outra forma).
Enfim, depois disso eu tomei aversão ao cara e acabamos parando de nos ver de vez.
Moral da história: Não insistam muito em pedidos de desculpa e/ ou explicações, do contrário, podem acabar piorando o que não estava tão ruim assim pra vocês.
Saía com esse cara já fazia um tempinho e estava apresentando uns sinais de esgotamento, o que ele não deixou passar desapercebido. Nessa noite em particular, era aniversário de um amigo dele, em um apartamento perto da minha casa. Típica festinha adolescente, com uns drinks meio suspeitos e cerveja não muito gelada, resolvi que não ia beber. O meu acompanhante pelo contrário, virou inúmeras doses de sabe-se-lá-o-diabo-o-que (desconfio que fosse vodka com tabasco, tsc) e pouco tempo depois já estava me dizendo uma meia dúzia de baboseiras.
Nada que tenha me incomodado muito, continuei sem beber e até socializei com uma ou outra amiga dele que eu já conhecia.
Enfim, havia uma mesinha com uns beliscos que ele visitava com certa frequência, entre um drink e outro. Lá pelas tantas e mais algumas visitas à mesa, ele me deu um beijo com um gosto inconfundível de.. atum.
Olha, eu juro que não sou fresca pra comer mas, se tem uma coisa que eu não suporto, são frutos do mar. De resto, só não como cebola crua. Ok, beleza, não tinha como o cara saber (ainda que eu ache que tenha faltado um pouco de senso), mas eu também não tinha tanto intimidade assim pra falar na cara dura que eu me sentia beijando um atum e comecei a me esquivar dele.
Acho que ele começou a ficar mais sóbrio nessa hora, deve ter se lembrado da meia dúzia de baboseiras que ele tinha me dito e ligou os fatos que não estavam relacionados.
Só sei que daí pra frente ele não parava de me perguntar o que estava acontecendo e me acusar (!!) de negar explicações a ele. Passada essa primeira fase, ele tentou se desculpar me dando inúmeros beijinhos e sendo excessivamente carinhoso. Depois de uns cinco minutos nesse lenga-lenga meu corpo inteiro já estava fedendo a atum (acho que ele fez uma nova visita a mesa) e o desespero tava subindo.
Aproveitei que alguns amigos dele estavam se mobilizando para ir embora e sugeri que fossemos junto. Ele ainda me enrolou mais um pouco, mas como uma amiga dele pretendia ir no mesmo táxi e começou a colocar pressão também, acabou cedendo.
No táxi ele estava totalmente convencido de que eu estava revoltada com ele e não parava de me alfinetar (isso porque a amiga dele estava sentada no banco dianteiro, acho que a pobre só não desistiu da carona porque não chegaria em casa de outra forma).
Enfim, depois disso eu tomei aversão ao cara e acabamos parando de nos ver de vez.
Moral da história: Não insistam muito em pedidos de desculpa e/ ou explicações, do contrário, podem acabar piorando o que não estava tão ruim assim pra vocês.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Por que aumentar sua nota?
Tudo começou de uma série de fatos e histórias contadas entre três amigas que, do nada, deu a idéia de abrir um blog de divagações sobre relacionamentos e coisas cotidianas. O nome do blog, em si, apareceu por conta de uma das autoras ter pego um amigo das três - que acho que fica mais educado omitir o nome haha - e disse que a nota dele era quatro. Devido ao desespero do rapaz resolvemos vir explicar, detalhatamente, o porquê da nota tão baixa e como fazer com que ela suba num piscar de olhos! Pensamos então: "por que não dividir essa porra com todo mundo? Já tem de tudo na internet mesmo.." e, tcha-ram, estamos aqui! Pra salvar (ou destruir mesmo) a sua vida amorosa.
Voltaremos em breve!
Voltaremos em breve!
