Não que a insegurança tenha um cheiro propiamente dito, mas é fato que - quase - toda mulher pode farejá-la. E, devo acrescentar, não está entre os odores mais agradáveis.
Obviamente existem as mulheres que acham muito bonitinho ver moçoilo todo sem jeito, com mais medo de falar com ela do que aluno da 4ª série com a diretora depois de ter explodido o pátio da escola. Mas correspondem a uma parcela ínfima da população feminina que irei ignorar nesse post.
Como já citei anteriormente nesse blog, normalmente, quando estamos buscando nossa metade da laranja, procuramos não só pela nossa idealização, mas por alguém que não seja muita areia pro nosso caminhãozinho (ainda que haja divergências entre os dois modelos haha).
Isso quer dizer que se você investe em si mesmo, seja passando duas horas diárias na academia, seja absorvendo conhecimento como uma esponja, não vai querer terminar sua noite com o mendigo Bob. Porém, a não ser você seja um(a) louco(a) desvairado(a), também não vai esperar encontrar nenhum Leonardo da Vinci no corpo do Gale Harold, com o charme do Johnny Depp, sensibilidade e talento do John Lennon e que te leve num papo digno de um orador como Hitler correndo atrás de você.
E, é claro, se topasse com a minha idealização acima, ficaria como uma tolinha sem ter o que dizer (e olha que o que não me falta é coisa a dizer! Não que todas prestem, é claro). Afinal, tenho espelho em casa e sei tão bem quanto Einstein sabia que E=mc² que não estou à altura.
Em outras vias, o que eu percebo quando vejo o cara inseguro, é que ele se vê inferior de alguma forma. E se ele própio, que tão bem se conhece, pensa isso de si mesmo, quem sou eu para discordar?
Porém, abordando a questão em um âmbito maior, ás vezes essa insegurança não cabe só a qualquer complexo de inferioridade da pessoa em questão, mas a uma infinidade de regras sociais que nos foram impostas muito antes de sabermos o que elas significam.
O problema é que aprendemos a funcionar com regras desde tão pequenos que podemos nos esquecer que elas são dispensáveis em certas situações. Especialmente se tratando de relações humanas, nas quais as consequências dos nossos atos são tão diversas e mutáveis que estabelecer um padrão beira o impossível.
E de tanto ouvir que se o cara te ligar depois das 22h é porque você é lanchinho, que mulher de balada não se namora, se for pra cama no primeiro encontro é vagabunda e se passar do quinto é beata, acabamos nos reprimindo, mesmo sem perceber.
Quantas meninas não recusaram um encontro a certa hora da noite mesmo que estivessem esperando a chamada do catiço por horas? Quantos homens não deixaram atrás aquela moça linda que conheceram na noite (que sua mãe e irmã diriam que não presta) e passaram outras tantas noites pensando nela? Quantos não deixaram de ligar pra menina que esperava a chamada pois estava tarde demais? E céus!, quantas mulheres loucas de tesão não negaram um homem no primeiro encontro?!
Agora pensem e me digam se esses conceitos tem tanto valor assim. Pois, pra mim, viver assim não faz sentido algum, ainda que seja infinitamente mais seguro.
Afinal, não estou negando de forma alguma que arriscar fazer o contrário das situações hipotéticas que citei seja por a cabeça a prêmio. Mas, se você quiser empreender uma busca por alguém legal e sair ileso, pode ser até que consiga, porém, espere sentado.
1 comentários:
Thais, eu não li tudo, mas lembrei do meu labrador ao ler o primeiro parágrafo.
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