segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Tipos de abordagem e Selvageria

Resolvi separar duas histórinhas bizarras que me aconteceram para contar para vocês, mas sem moral. Com o desenrolar das duas, vocês verão que nem precisa. Enfim, tirem suas conclusões!

1. Tipos de abordagem
Parceira de blog e eu tinhamos saído em um domingo meio morto (eu tinha levado um "bolo" no dia) para tomar um café e, como estava querendo dar um garimpada em sebo famoso em botafogo, estávamos andando por uma das ruas principais do bairro.
No dia estava passando um clássico Fla-Flu e toda hora ouvíamos os berros de alegria e decepção dos torcedores. A movimentação acabou chamando nossa atenção e como a rua em que estávamos é cheia de barzinhos, resolvemos parar em um, pedir uma cerveja e apreciar os minutos finais do jogo (já passava da metade do 2º tempo).
Por motivos óbvios, todos os bares em que o jogo estava passando estavam lotados e tivemos que esperar uns minutinhos em pé enquanto o "garçom" improvisava duas cadeiras com um engradado para servir de mesa. Nesse meio tempo, um cara parou meio próximo demais da outra amada escritora desse blog e eu dei uma encarada nele.
Isso serviu de pretexto pro tal me cumprimentar com um "Oi, tudo bem?" e dois beijinhos. Achei estranho, mas como me bateu um leve dúvida se eu o conhecia (ainda que estivesse quase certa de que não), respondi. Lancei um olhada significativa para nossa querida Lucy e ela até soltou um "o que foi isso?!".
Logo depois do cumprimento, ele se afastou uns passos e permaneceu distante por uns instantes, até achei que não fosse voltar. HAHA, doce ilusão! Ele voltou. Segue o diálogo:
"Ei, o que você vai fazer agora?"
"Ãh.. ver o jogo?"
"Sim, eu sei! Mas o jogo já vai terminar, faltam quinze minutos.."
"???"
"Olha só, ontem eu ia assistir uma peça que eu estava muito animado pra ver, mas os ingressos estavam esgotados. Resolvi comprar dois para hoje, mas estou sem companhia! Você quer ir comigo?"
Nisso ele puxou dois ingressos do bolso e me mostrou. Era em um teatro em outro bairro, meio pequeno e a peça tinha um título meio suspeito. Fiquei soltando uns muxoxos enquanto ele me encarava, sem falar nada. Situações estranhas assim sempre me pegam desprevenida.
"Sua amiga pode ir conosco, nós tentamos conseguir um ingresso pra ela também! Sabe, você parece ser muito interessante, deve ser muito legal ir ao teatro com você."
A Lucy deu um sorrisinho e disse que não havia tempo, no que ele tentou argumentar e continuou nos olhando mais um pouco até que, vencido, disse: "Então, você não vai mesmo no teatro comigo né? Pena.."
"É, não."
Ele até se afastou nesse momento, mas acabou voltando depois, quando já estávamos instaladas, convidando um amigo para ir na tal peça com ele por telefone. Não prestei muita atenção, mas sei que ele continuou atrás de mim até o final do jogo, inclusive fazendo com que os amigos dele se levantassem quando ele queria falar com algum (pois é, ele estava com um grupo que estava sentado em uma mesa próxima).
Enfim, o grupo de amigos dele parecia ser bem razoável (eu e Lucy até lançamos umas olhadas para um deles) e ele mesmo nem era de todo mal, se tivesse puxado papo eu poderia até ter mantido uma conversa, mas não teve tato ou senso algum.

A segunda história vai ficara para amanhã, pois (infelizmente) a Lucy também participou dela e não poderíamos narrar separadas!

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