Nem eu, nem minha parceira de blog (e piriguetagem) estávamos com ideias para inaugurar o blog. Eis que estava fazendo minha unha ainda a pouco e lembrei de um causo que me aconteceu uns tempos atrás. Nada muito profundo, mas me pareceu um bom começo.
Saía com esse cara já fazia um tempinho e estava apresentando uns sinais de esgotamento, o que ele não deixou passar desapercebido. Nessa noite em particular, era aniversário de um amigo dele, em um apartamento perto da minha casa. Típica festinha adolescente, com uns drinks meio suspeitos e cerveja não muito gelada, resolvi que não ia beber. O meu acompanhante pelo contrário, virou inúmeras doses de sabe-se-lá-o-diabo-o-que (desconfio que fosse vodka com tabasco, tsc) e pouco tempo depois já estava me dizendo uma meia dúzia de baboseiras.
Nada que tenha me incomodado muito, continuei sem beber e até socializei com uma ou outra amiga dele que eu já conhecia.
Enfim, havia uma mesinha com uns beliscos que ele visitava com certa frequência, entre um drink e outro. Lá pelas tantas e mais algumas visitas à mesa, ele me deu um beijo com um gosto inconfundível de.. atum.
Olha, eu juro que não sou fresca pra comer mas, se tem uma coisa que eu não suporto, são frutos do mar. De resto, só não como cebola crua. Ok, beleza, não tinha como o cara saber (ainda que eu ache que tenha faltado um pouco de senso), mas eu também não tinha tanto intimidade assim pra falar na cara dura que eu me sentia beijando um atum e comecei a me esquivar dele.
Acho que ele começou a ficar mais sóbrio nessa hora, deve ter se lembrado da meia dúzia de baboseiras que ele tinha me dito e ligou os fatos que não estavam relacionados.
Só sei que daí pra frente ele não parava de me perguntar o que estava acontecendo e me acusar (!!) de negar explicações a ele. Passada essa primeira fase, ele tentou se desculpar me dando inúmeros beijinhos e sendo excessivamente carinhoso. Depois de uns cinco minutos nesse lenga-lenga meu corpo inteiro já estava fedendo a atum (acho que ele fez uma nova visita a mesa) e o desespero tava subindo.
Aproveitei que alguns amigos dele estavam se mobilizando para ir embora e sugeri que fossemos junto. Ele ainda me enrolou mais um pouco, mas como uma amiga dele pretendia ir no mesmo táxi e começou a colocar pressão também, acabou cedendo.
No táxi ele estava totalmente convencido de que eu estava revoltada com ele e não parava de me alfinetar (isso porque a amiga dele estava sentada no banco dianteiro, acho que a pobre só não desistiu da carona porque não chegaria em casa de outra forma).
Enfim, depois disso eu tomei aversão ao cara e acabamos parando de nos ver de vez.
Moral da história: Não insistam muito em pedidos de desculpa e/ ou explicações, do contrário, podem acabar piorando o que não estava tão ruim assim pra vocês.
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